Amados irmãos e irmãs em Cristo, a graça e a paz do Senhor Jesus sejam com todos vós! Hoje, o Espírito Santo nos conduzirá a refletir sobre um tema de vital importância para a Igreja de Cristo em todas as épocas: **A Importância da Doutrina**. Nosso texto-chave para esta meditação se encontra na segunda carta de Paulo a Timóteo, no capítulo 4, versículos 2 a 4. Ali, o apóstolo exorta seu jovem discípulo a “pregar a palavra, instar a tempo e fora de tempo, redarguir, repreender, exortar, com toda longanimidade e doutrina”. Paulo já antevia os tempos difíceis, nos quais muitos se desviariam da verdade, mostrando a urgência de uma pregação alicerçada na sã doutrina.
Observemos com reverência a instrução apostólica. Paulo, já perto do fim de sua jornada terrena, transmite a Timóteo um legado crucial. Ele não apenas diz para pregar, mas para “instar a tempo e fora de tempo”. Isso significa uma dedicação incansável e zelosa, independentemente das circunstâncias ou da receptividade. O que pregar? “A palavra”, irmãos! Não filosofias humanas, não contos de fadas, mas a Palavra inspirada de Deus, a verdade que liberta e santifica. Essa Palavra deve ser usada para “redarguir” (refutar com argumentos sólidos as falsidades), “repreender” (corrigir com autoridade onde há erro ou pecado) e “exortar” (incentivar, encorajar à prática da fé). Tudo isso, notem bem, com “toda longanimidade e doutrina”. A paciência do pregador deve ser acompanhada por um sólido conhecimento da verdade revelada. É a sã doutrina que nos capacita a discernir o certo do errado, a verdade da mentira, e a guiar o rebanho do Senhor no caminho estreito.
Os versículos 3 e 4 nos revelam o porquê dessa urgência. “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” Que quadro vívido e profético, irmãos! Vivemos nesse tempo, onde muitos preferem ouvir o que agrada à carne, o que massageia o ego, em vez da verdade que confronta e transforma. A sã doutrina, por vezes, exige renúncia, sacrifício e uma vida de santidade que este mundo corrompido não deseja. O diabo tem levantado falsos mestres que prometem facilidades e bênçãos materiais sem o compromisso com a cruz, desviando corações da genuína esperança celestial. Mas nós, a Igreja do Deus vivo, somos chamados a permanecer firmes, guardando o bom depósito, apegados à fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 1:3). A doutrina é o alicerce da nossa fé, a bússola que nos impede de naufragar. É ela que nos ensina sobre a Trindade, a salvação pela graça, o Batismo no Espírito Santo, a santidade de vida e a bendita esperança da volta de Jesus.
Queridos irmãos, a aplicação é clara: precisamos nos aprofundar na Palavra de Deus e na sã doutrina para não sermos levados por “todo vento de doutrina” (Efésios 4:14). A certeza da nossa salvação, irmãos, é uma bênção maravilhosa, um dom de Deus, mas ela é nutrida e confirmada pela nossa perseverança na fé e na prática da santidade, como nos adverte Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” O pecado deliberado e a negligência espiritual podem nos afastar da graça (Hebreus 10:26-27). Por isso, vigiemos, oremos e nos apeguemos à Palavra, buscando viver uma vida que glorifique a Cristo, certos de que, apesar das aflições deste mundo, nossa recompensa nos aguarda nas mansões celestiais.
Oremos: “Amado Pai celestial, em nome de Jesus, clamamos a Ti que nos ajudes a permanecer firmes na sã doutrina. Capacita-nos, Senhor, a pregar e a viver a Tua Palavra com fidelidade, discernimento e santidade. Guarda-nos das fábulas e dos enganos, e que o Teu Santo Espírito nos guie em toda a verdade, para a glória do Teu nome. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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