Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, que a graça e a paz do nosso Senhor estejam convosco! Hoje, nosso coração se volta para um tema que, embora desafiador, é profundamente transformador: “O Propósito das Provações”. Vamos meditar na poderosa Palavra de Deus em Romanos 5:3-5, que nos revela uma verdade fundamental: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência; e a paciência, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Este texto nos convida a enxergar as aflições não como um fim em si mesmas, mas como etapas cruciais no nosso processo de amadurecimento espiritual, forjando em nós uma esperança inabalável.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, não nos oferece uma visão romântica da dor, mas uma perspectiva divina sobre ela. Ele não diz que “aguentamos” as tribulações, mas que nos “gloriamos” nelas. Essa glória não é na dor em si, mas no processo e no resultado que ela produz. A palavra “tribulação” (thlipsis em grego) remete a uma pressão intensa, um esmagamento, como as uvas no lagar. Mas é justamente essa pressão que nos leva a um processo virtuoso. Primeiro, a tribulação produz “paciência”. Esta paciência não é passividade ou resignação, mas “perseverança” (hypomonē), a capacidade de suportar com firmeza e constância, sem desfalecer. É a força interior que o Espírito Santo nos concede para permanecermos fiéis, mesmo quando tudo ao redor parece desabar. É a rocha inabalável de nossa fé em meio às tempestades da vida, lembrando que nossa jornada terrena é passageira e as aflições são temporárias, preparando-nos para a eternidade.
E esta paciência, queridos irmãos, nos leva à “experiência”. A versão ARC traduz bem, pois essa palavra (dokimē) fala de caráter provado, aprovação. É como o ouro que passa pelo fogo e revela sua pureza. As provações, quando enfrentadas com fé e perseverança, revelam e fortalecem nosso caráter cristão. Ganhamos maturidade, discernimento e uma confiança mais profunda em Deus. E o ápice desse processo é a “esperança”. Essa esperança (elpis) não é um mero desejo incerto, mas uma expectativa confiante e firme nas promessas de Deus. É a certeza da Sua fidelidade, de que Ele cumprirá tudo o que prometeu, incluindo a nossa salvação final e a vida eterna. E essa esperança, diz Paulo, “não confunde”, não decepciona, pois ela está alicerçada no amor de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O Espírito é a garantia, o penhor da nossa herança celestial, que nos capacita a viver em santidade e a perseverar até o fim, mantendo-nos vigilantes e firmes na fé, pois somente assim a certeza da salvação será plena e inabalável.
Assim, amados, quando as tribulações vierem, e elas virão, pois “no mundo tereis aflições”, lembremo-nos do propósito divino por trás delas. Elas são ferramentas nas mãos do Oleiro celestial para nos moldar, para aprofundar nossa fé, desenvolver nosso caráter e solidificar nossa esperança em Cristo. Que cada provação nos aproxime mais do Senhor, nos motive à santidade e à vigilância, pois a perseverança na fé é a chave para a salvação eterna que nos espera. Que o Espírito Santo, que habita em nós, nos console e nos capacite a atravessar cada vale, sempre com os olhos fixos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. Que possamos rejeitar qualquer teologia que prometa uma vida sem lutas, pois a verdadeira riqueza está no tesouro espiritual que se forja nas fornalhas da vida.
*Oração:* Amado Pai celestial, agradecemos por Tua Palavra que nos exorta e consola. Ajuda-nos a glorificar-Te nas tribulações, sabendo que Tuas mãos nos moldam. Fortalece nossa fé, dá-nos perseverança e mantenhamos a esperança viva, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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