Amados irmãos em Cristo Jesus, que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo sejam com todos vós! É com grande alegria que, sob a direção do Espírito Santo, trago à vossa meditação uma verdade fundamental para a nossa caminhada de fé: **A Humildade Diante de Deus e dos Homens**. Nosso texto base para hoje se encontra na carta de Paulo aos Filipenses, no capítulo 2, versículo 3, que declara: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Que Palavra poderosa e transformadora! Nesses tempos de tanta exaltação do “eu”, somos chamados a refletir o caráter de Cristo, que é o ápice da verdadeira humildade, um pilar inabalável para a unidade da Igreja e a nossa perseverança na fé.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos exorta a uma conduta que vai totalmente contra a natureza humana caída. Ele inicia com uma admoestação clara: “Nada façais por contenda ou por vanglória”. A “contenda” aqui se refere à rivalidade, à busca egoísta por posição ou vantagem, a um espírito faccioso que divide. A “vanglória”, por sua vez, é o desejo de glória vazia, de reconhecimento e aplausos para si mesmo, um orgulho que incha o coração e nos afasta da dependência divina. Essas atitudes são veneno para o corpo de Cristo e para a alma do crente, pois geram divisões e impedem o fluir da graça de Deus. Contra essas obras da carne, Paulo propõe o caminho do Espírito: “mas por humildade”. A humildade cristã, irmãos, não é uma fraqueza ou uma baixa autoestima, mas uma virtude divina, a correta avaliação de si mesmo diante da grandeza de Deus, desprovida de arrogância e repleta de amor.
E qual é a manifestação prática dessa humildade? Paulo nos ensina: “cada um considere os outros superiores a si mesmo”. Isso não significa que devemos nos diminuir a ponto de ignorar os dons e talentos que Deus nos deu, mas sim que devemos dar preferência aos nossos irmãos, valorizá-los, servi-los e reconhecer a dignidade e a obra de Cristo em suas vidas. Essa atitude de deferência mútua é a chave para a unidade que o Senhor Jesus tanto anelou para Sua Igreja. É pelo poder do Espírito Santo que somos capacitados a viver essa verdade, pois a humildade é um fruto do Espírito, um reflexo da santidade que o Senhor exige de nós. Irmãos, a vida de santidade não se limita apenas a evitar o pecado, mas a cultivar ativamente as virtudes de Cristo, e a humildade é o fundamento sobre o qual todas as outras virtudes podem florescer. Lembremo-nos de que somos peregrinos nesta terra, e a glória que buscamos não é terrena, mas celestial.
Amados, a Palavra de Deus nos chama a uma vida de constante vigilância. A certeza da nossa salvação é uma preciosa bênção para aqueles que perseveram na fé e na santidade (Hebreus 12:14). Contudo, a negligência da vida cristã, o apego ao orgulho, à contenda e à vanglória, podem nos afastar do caminho estreito e até mesmo nos levar à perda dessa salvação (Hebreos 10:26-27). Que a humildade seja, portanto, a nossa armadura diária, a prova de que estamos em Cristo e que Ele habita em nós. Que possamos, na igreja, em casa, no trabalho, em todo lugar, considerar os outros, buscando servir e não ser servidos, glorificando a Deus em tudo.
Oremos: “Senhor Deus, em nome de Jesus, pedimos que derrames sobre nós o Espírito de humildade. Capacita-nos, Pai, a combater toda contenda e vanglória, a considerar nossos irmãos superiores a nós mesmos e a viver uma vida de santidade e perseverança, para a Tua glória e para que possamos permanecer firmes até a Tua volta. Amém!”
Fonte: Bíblia Online
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