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A Inabalável Fidelidade de Deus e Nosso Chamado à Perseverança

Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco! Hoje, o Espírito Santo nos conduzirá a uma profunda reflexão sobre a imutável natureza do nosso Deus, conforme revelado em Deuteronômio 7:9, que declara: “Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.” Este versículo não é apenas uma declaração teológica, mas um alicerce para a nossa fé, um lembrete poderoso de quem Ele é e o que Ele espera de nós, Seus filhos.

Quando a Palavra nos diz que o “SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel”, ela nos apresenta a essência do nosso Criador. A fidelidade é um atributo central de Deus, significando que Ele é constante, verdadeiro e cumpridor de Suas promessas. Ele não muda, Suas palavras não voltam vazias e Suas alianças são inquebráveis. Neste contexto, Moisés estava preparando o povo de Israel para entrar na Terra Prometida, lembrando-os de que a bênção da aliança não se baseava em seus méritos, mas na escolha soberana e na fidelidade de Deus. Ele havia prometido e, por Seu caráter, cumpriria. Sua “misericórdia até mil gerações” revela a profundidade de Seu amor e a extensão de Sua benignidade para com Seu povo.

Contudo, meus irmãos, a fidelidade de Deus na aliança, tanto na Antiga quanto na Nova Aliança selada com o precioso sangue de Jesus Cristo, opera em um relacionamento de mão dupla. O mesmo versículo que exalta a fidelidade de Deus também estabelece uma condição crucial: essa fidelidade e misericórdia se estendem “aos que o amam e guardam os seus mandamentos”. É aqui que a nossa responsabilidade entra em cena. A certeza da salvação, um dom tão precioso, é uma bênção reservada àqueles que perseveram na fé e na santidade, como nos adverte Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” A negligência da vida cristã, o abandono da fé e o pecado deliberado podem, sim, levar à perda dessa salvação tão grandiosa, como a Palavra nos alerta em Hebreus 10:26-27, sobre a terrível consequência de pecar voluntariamente após ter recebido o conhecimento da verdade. Nossa jornada é de peregrinos neste mundo; somos chamados a viver uma vida de santidade contínua, guardando Seus mandamentos, não para *merecer* a salvação, mas como *evidência* do nosso amor e fé genuínos.

Portanto, amados, que a revelação da fidelidade de Deus nos inspire a amar o Senhor de todo o coração e a guardar Seus mandamentos com diligência. Lembremo-nos de que estamos de passagem, e que “no mundo tereis aflições”, mas em Cristo temos a vitória e o consolo do Espírito Santo. A esperança das moradas celestiais é para os que perseveram até o fim, mantendo-se firmes na fé e irrepreensíveis na santidade. Que possamos, a cada dia, buscar viver de forma que glorifique a Ele, para que a Sua fidelidade se manifeste plenamente em nossas vidas, culminando na salvação eterna.

Oremos: “Pai celestial, somos gratos pela Tua inabalável fidelidade. Concede-nos graça e força para Te amar verdadeiramente e guardar os Teus mandamentos, perseverando na fé e na santidade, até o dia em que o Senhor Jesus voltar. Amém.”

Fonte: Bíblia Online