Amados irmãos e irmãs em Cristo, a graça e a paz do nosso Senhor sejam convosco! Hoje, nosso coração se volta para meditar em um atributo glorioso de nosso Deus, que nos sustenta e nos guia a cada passo: a Sua infinita misericórdia. O tema “A Misericórdia de Deus” nos convida a contemplar a bondade divina, e encontramos um farol de luz no Salmo 103:8, que declara: “Misericordioso e piedoso é o SENHOR, longânimo e grande em benignidade.” Que esta verdade penetre em nosso espírito e nos inspire a uma vida de profunda adoração e serviço.
O Salmo 103 é um hino de louvor que nos convida a bendizer ao SENHOR por Seus inúmeros benefícios. O versículo 8, nosso foco, é uma declaração teológica central sobre a natureza de Deus. A palavra “misericordioso” (do hebraico *rachum*) descreve a compaixão de Deus, que se assemelha ao amor de um pai ou mãe por seu filho, um amor que se move nas entranhas. Ele não apenas sente pena, mas age para aliviar o sofrimento e a necessidade. Em seguida, o salmista adiciona “piedoso” (*channun*), que significa gracioso, mostrando que Deus concede favor imerecido. Ele é “longânimo” (*’erekh ‘appayim*), ou seja, tardio em irar-se, paciente conosco em nossas falhas e tropeços. E, por fim, “grande em benignidade” (*rav chesed*), que denota Sua bondade e amor pactual que nunca falha, uma fidelidade que se estende por todas as gerações. Este versículo nos revela um Deus que não é distante e implacável, mas íntimo, compassivo e abundantemente bondoso.
Essa revelação da misericórdia divina não é apenas uma teoria, mas a base de nossa esperança. É por Sua misericórdia que não somos consumidos (Lamentações 3:22), é por Sua benignidade que Ele nos oferece a salvação em Cristo Jesus. O batismo no Espírito Santo, com a evidência das línguas, é também uma manifestação da Sua benignidade, capacitando-nos para uma vida de serviço e santidade. Contudo, irmãos, a grandeza da misericórdia de Deus não nos isenta da responsabilidade de uma vida consagrada. Pelo contrário, ela nos impele a viver de forma digna do chamado que recebemos. Lembremo-nos sempre que o Senhor é longânimo, mas a Escritura também adverte contra a negligência espiritual e o pecado deliberado. Em Hebreus 10:26-27, lemos sobre a terrível consequência para aqueles que, após conhecerem a verdade, persistem no pecado. A certeza de nossa salvação é uma bênção maravilhosa, concedida àqueles que perseveram na fé e buscam a santidade, pois sem santidade ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14).
Portanto, que a compreensão da inesgotável misericórdia de Deus nos leve a uma vida de contínua gratidão, humilde arrependimento e fervorosa busca pela santificação. Não nos enganemos, pensando que a bondade de Deus nos dá licença para pecar. Pelo contrário, ela nos convida a permanecer firmes, vigilantes e fiéis até o fim. Caminhemos com Cristo, sabendo que, embora neste mundo tenhamos aflições, Ele venceu o mundo e nos oferece o consolo do Espírito Santo e a esperança das moradas celestiais.
Oração: Amado Pai, somos gratos pela Tua infinita misericórdia e benignidade que nos alcançam a cada novo dia. Ajuda-nos, Senhor, a viver de modo digno do Teu amor, perseverando na fé e na santidade, para que, pela Tua graça, possamos alcançar a salvação final em Cristo Jesus. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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