Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam multiplicadas sobre vós. Hoje, nosso coração é convocado a meditar sobre um atributo glorioso de Deus que muitas vezes subestimamos: Sua longanimidade. O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, nos traz uma verdade profunda e reveladora, conforme lemos em 2 Pedro 3:9, que nos diz: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” Este versículo é a chave para entendermos o coração de Deus diante de um mundo que parece esquecê-Lo e de crentes que, por vezes, perdem o fervor.
O contexto em que Pedro escreve é de escárnio. Havia zombadores que questionavam a promessa da volta de Cristo, dizendo: “Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Pe 3:4). Aos olhos humanos, a promessa parecia tardia. Contudo, o apóstolo prontamente corrige essa visão distorcida, lembrando-nos que o tempo de Deus não é o nosso tempo: “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pe 3:8). O que nos parece demora, para Deus é a manifestação de Sua perfeita soberania e, acima de tudo, de Sua incomensurável longanimidade. Ele não retarda por esquecimento ou impotência, mas por um propósito divino.
E qual é esse propósito, irmãos? O texto é cristalino: Ele é “longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” A longanimidade de Deus não é apatia; é uma janela de oportunidade, um tempo de graça estendido para que pecadores tenham a chance de se arrepender e encontrar a salvação em Cristo. É o amor de Deus em ação, buscando aqueles que estão perdidos. Mas essa longanimidade também tem uma aplicação crucial para nós, os crentes. A certeza da nossa salvação é uma bênção inegável, concedida pela graça de Deus, mas ela é para aqueles que perseveram na fé e na santidade, como a Palavra nos exorta em Hebreus 12:14. A paciência do Senhor conosco é também um tempo para nos aperfeiçoarmos, para crescermos na graça e no conhecimento do Senhor, para nos mantermos vigilantes e fiéis. A negligência da vida cristã, o descuido com a santidade e o pecado deliberado são caminhos perigosos que podem nos afastar daquele que nos salvou, levando à perda dessa salvação tão preciosa, conforme a advertência em Hebreus 10:26-27. A longanimidade de Deus é um convite contínuo à vigilância e à consagração, para que estejamos prontos quando Ele vier.
Portanto, meus queridos, diante da paciência de Deus, qual deve ser a nossa resposta? Devemos abraçar a santidade sem a qual ninguém verá o Senhor. Que a longanimidade divina nos impulse a viver uma vida de contínua consagração, afastando-nos de todo o pecado e nos aproximando cada vez mais do Espírito Santo. Que preguemos o evangelho com urgência, pois o tempo se abrevia. Que a esperança das moradas celestiais nos console nas aflições deste mundo, sabendo que somos peregrinos e que nossa verdadeira pátria é o céu. Examinemos nossos corações e reforcemos nosso compromisso com Cristo, para que, perseverando até o fim, sejamos encontrados irrepreensíveis na Sua vinda.
Oremos: “Amado Pai celestial, agradecemos pela Tua infinita longanimidade. Ajuda-nos a usar este tempo de graça para nos arrependermos, crescermos em santidade e perseverarmos na fé. Guarda-nos, Senhor, para que não venhamos a nos desviar, mas que estejamos preparados para a Tua vinda, para a glória do Teu nome. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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