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A Morada Eterna: O Consolo da Presença de Deus e o Fim de Toda Dor

Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco. É com grande alegria no Espírito que hoje meditamos sobre um tema que aquece os corações dos fiéis e fortalece nossa esperança: A Realidade do Céu. Nossas mentes e espíritos são transportados para a visão gloriosa que o apóstolo João recebeu e registrou em Apocalipse 21, versículos 3 e 4. Ouçamos atentamente as palavras do Senhor, conforme a Almeida Revista e Corrigida: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” Este trecho não é apenas uma promessa distante, mas o vislumbre do nosso destino eterno, a consumação de tudo o que cremos e esperamos enquanto peregrinamos neste mundo de aflições.

Analisando o versículo 3, somos confrontados com a magnífica declaração: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens”. O tabernáculo no Antigo Testamento era o lugar da presença de Deus entre o Seu povo, um prenúncio da encarnação de Jesus, o Emanuel – Deus conosco (Mateus 1:23). Agora, na visão profética, vemos a plena e definitiva realização dessa proximidade divina. Deus mesmo descerá para habitar eternamente com os seus. Não será uma visita temporária ou uma presença velada, mas uma comunhão perfeita e ininterrupta. “Eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Esta é a restauração completa da relação quebrada pelo pecado, um elo de amor e adoração que transcende toda compreensão humana. É a garantia de que, no porvir, a presença de Deus será nossa mais rica herança e nossa eterna satisfação, uma verdade que a teologia pentecostal sempre abraçou com fervor e expectativa.

Prosseguindo para o versículo 4, o texto nos oferece um consolo sem igual, um bálsamo para as feridas da alma: “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” Ah, que bendita esperança! Em um mundo onde o sofrimento é uma realidade inescapável, onde as lágrimas brotam diante da perda, da enfermidade, das injustiças e da própria morte, o Senhor nos promete um futuro onde toda essa dor será definitivamente extirpada. A morte, o último inimigo, será vencida. O pranto cessará. O clamor da angústia se calará. E a dor, física ou emocional, não existirá mais. Por quê? Porque “já as primeiras coisas são passadas”. O velho mundo, marcado pelo pecado e suas consequências, terá chegado ao fim, e uma nova era, de glória e paz, sob a direta e amorosa regência de Deus, terá se estabelecido. Essa é a verdadeira e imutável realidade que nos espera, e que o Espírito Santo nos consolar para suportar as aflições presentes.

Amados, a certeza dessa gloriosa realidade celestial não é uma licença para a inércia, mas um poderoso incentivo para a perseverança na fé e na santidade. Embora tenhamos a bendita promessa da certeza da salvação pela fé em Cristo, essa certeza é para aqueles que, como nos lembra Hebreus 12:14, “seguem a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. A vida cristã é uma caminhada de vigilância contínua. Hebreus 10:26-27 nos adverte solenemente sobre as consequências de abandonarmos deliberadamente a fé e pecarmos voluntariamente após termos recebido o conhecimento da verdade, pois tal atitude pode nos levar à perda da salvação. Portanto, que a esperança do céu nos motive a viver em constante consagração, fugindo do pecado, buscando o Batismo no Espírito Santo para fortaleza e operando os dons espirituais para a edificação do Reino. Lembremos que somos peregrinos aqui, e embora no mundo tenhamos aflições, Jesus venceu o mundo e nos oferece a esperança inabalável das moradas eternas. Que nosso foco não esteja nas ilusões materiais, mas na riqueza imperecível da comunhão com Deus.

Oremos: Senhor nosso Deus, agradecemos por essa visão bendita do céu. Fortalece-nos para perseverar na fé e na santidade, para que, pela Tua graça, não venhamos a perder tão grande salvação. Mantém nossos olhos fixos em Jesus e na esperança da Tua gloriosa vinda. Em nome de Jesus, Amém.

Fonte: Bíblia Online