Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, é com alegria no Espírito que mais uma vez abrimos a Palavra de Deus para alimentar nossas almas. Hoje, nosso coração é direcionado ao glorioso tema “O Domínio Próprio como Fruto do Espírito”, e a base para nossa meditação se encontra em 2 Pedro 1:5-6. Nesses versículos preciosos, o apóstolo Pedro nos exorta, com urgência e amor pastoral, a uma vida de crescimento constante na fé, destacando a necessidade de diligentemente adicionarmos virtudes cruciais à nossa jornada cristã, entre elas, a temperança, que na Almeida Revista e Corrigida expressa o domínio próprio, essencial para a perseverança e a santidade que agradam ao Senhor.
Pedro inicia sua exortação com a poderosa frase: “E vós também, pondo nisto toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, E à ciência, a temperança…”. Percebam, amados, que a fé, embora seja o fundamento da nossa salvação pela graça através de Cristo, não é um fim em si mesma, mas o ponto de partida para uma vida de progressão espiritual. O Espírito Santo, que nos selou e habita em nós, capacita-nos a “acrescentar” essas qualidades divinas. “Pondo nisto toda a diligência” nos lembra que nossa parte é ativa; não é uma espera passiva, mas um esforço zeloso e contínuo, impulsionado pelo amor a Cristo e pela capacitação do Consolador. A sequência de virtudes culmina no versículo 6 com “a temperança”, que, como mencionado, é o domínio próprio. É o controle das paixões, dos desejos carnais, dos impulsos pecaminosos que nos afastam da perfeita vontade de Deus. É a capacidade de dizer “não” ao pecado e “sim” à retidão, com a força que vem do alto.
O domínio próprio, irmãos, não é uma conquista meramente humana, mas um fruto bendito do Espírito Santo em nossas vidas, conforme nos ensina Gálatas 5:22-23. Ele nos permite ter controle sobre nossa língua, nossos pensamentos, nossas reações e nossas escolhas diárias. Sem temperança, a fé pode ser abalada, a virtude corrompida e a ciência distorcida pelos enganos do inimigo. É a baluarte que protege nossa santidade pessoal, um testemunho vivo de que Cristo verdadeiramente nos transformou e nos libertou do jugo do pecado. E aqui, meus queridos, precisamos atentar para um ponto vital da nossa doutrina: a promessa da salvação é gloriosa e real, mas a posse final dela está intrinsecamente ligada à nossa perseverança. A certeza da salvação é uma bênção maravilhosa para o crente que se mantém firme, diligente na fé e na busca por uma vida de santidade, conforme Hebreus 12:14 nos lembra: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” A negligência dessas virtudes, a busca deliberada pelo pecado e a falta de domínio próprio podem, sim, levar à perda dessa bênção, como a Palavra nos adverte em Hebreus 10:26-27. Portanto, crescer em domínio próprio é caminhar na segurança da perseverança em Cristo.
Amados, em um mundo que incita ao descontrole e à satisfação imediata dos desejos da carne, o domínio próprio se torna um farol e uma proteção para o crente. Que possamos, a cada dia, buscar a plenitude do Espírito Santo, que nos capacita a temperar nossas paixões e a viver de modo digno do evangelho. Não nos apegamos às promessas de prosperidade material neste mundo, pois somos peregrinos e estrangeiros aqui; antes, buscamos a riqueza espiritual, o consolo do Espírito e a esperança inabalável das moradas celestiais. O domínio próprio nos ajuda a suportar as aflições do mundo, sabendo que Cristo já venceu por nós. Portanto, diligentemente, oremos, vigiemos e busquemos ao Senhor, para que a temperança seja uma marca indelével em nossa jornada, para a glória de Deus.
*Oremos: Pai Santo, agradecemos pela Tua Palavra que nos exorta e edifica. Concede-nos, pela virtude do Teu Espírito Santo, a graça e a força para cultivarmos o domínio próprio. Ajuda-nos a perseverar na fé e na santidade, para que, fiéis até o fim, possamos alcançar a coroa da vida e contemplar a Tua face. Em nome de Jesus, Amém!*
Fonte: Bíblia Online
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