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Fidelidade no Pouco: O Caminho para as Verdadeiras Riquezas e a Salvação Eterna

Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos vós! Hoje, o Espírito Santo nos convida a meditar sobre um tema de profunda relevância para a nossa caminhada cristã: “A Fidelidade no Pouco para o Muito”. Nosso versículo chave se encontra no evangelho de Lucas, capítulo 16, versículo 10, que declara: “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.” Esta palavra, vinda dos lábios do Mestre, não é uma mera sugestão, mas um princípio divino que permeia todas as áreas de nossa existência e aponta para a seriedade de nossa mordomia diante de Deus.

O contexto imediato de Lucas 16 é a parábola do mordomo infiel, onde Jesus, apesar de não endossar a desonestidade, usa a astúcia do mordomo para ensinar uma lição sobre a administração e a prioridade das riquezas. No entanto, o versículo 10 transcende o aspecto material para nos apresentar um princípio universal de caráter. O “mínimo” e o “muito” não se referem apenas a quantias de dinheiro, mas a qualquer coisa que nos é confiada: nosso tempo, nossos talentos, os dons espirituais, as responsabilidades na igreja, a nossa família, o nosso testemunho diário, e até mesmo os pensamentos e intenções do coração. Deus observa nossa integridade e compromisso em todas essas pequenas esferas. Aquele que é fiel em cuidar da sua família, em administrar seu tempo para a obra do Senhor, em usar seu dom para edificar, demonstra um coração íntegro que pode ser confiado com responsabilidades maiores.

Este princípio tem implicações profundas para nossa vida espiritual e, consequentemente, para nossa salvação. A fidelidade no pouco é a prova da nossa fé genuína e da nossa busca pela santificação. Jesus continua, nos versículos seguintes, falando das “riquezas da injustiça” e das “verdadeiras riquezas” (Lc 16:11), deixando claro que a fidelidade com as coisas terrenas é um teste para nossa fidelidade com as coisas eternas e espirituais. O crente fiel é aquele que persevera na fé e na santidade (Hebreus 12:14), e essa perseverança se manifesta na constância em cumprir os mandamentos do Senhor, mesmo nas coisas que parecem pequenas ou insignificantes. Aqueles que negligenciam a vida cristã, permitindo o pecado deliberado e a infidelidade, precisam ser alertados, pois Hebreus 10:26-27 nos adverte sobre a terrível consequência de desprezar a graça. A certeza da salvação é uma bênção maravilhosa, mas ela é para o crente que se mantém firme e fiel até o fim, com os olhos fixos em Cristo e no lar celestial que Ele nos preparou, rejeitando as promessas ilusórias deste mundo.

Portanto, irmãos, que esta palavra nos leve a um profundo autoexame. Somos fiéis no nosso testemunho diário, na nossa mordomia financeira, nos nossos compromissos com a igreja, na nossa vida de oração e leitura da Palavra? Lembremo-nos que somos peregrinos neste mundo e que as aflições virão, mas a nossa fidelidade ao Senhor nos garante o consolo do Espírito Santo e a esperança das moradas celestiais. Busquemos ser encontrados fiéis em tudo, para que no Dia do Senhor, possamos ouvir Dele: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:23).

Oremos: “Senhor Deus, em nome de Jesus, clamamos a Ti pela graça de sermos fiéis em todas as coisas. Ajuda-nos a perseverar na santidade e a valorizar o pouco que nos confias, sabendo que disso depende o muito que tens para nós na eternidade. Capacita-nos, ó Espírito Santo, a vivermos com integridade, para a glória do Teu nome. Amém.”

Fonte: Bíblia Online