Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam sobre cada um de vocês! É com grande alegria no Espírito que hoje meditamos sobre a rocha inabalável da nossa fé: a ressurreição de Jesus Cristo. Nosso texto sagrado para esta meditação poderosa encontra-se em 1 Coríntios, capítulo 15, versículos 20 a 22. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, declara uma verdade que transforma toda a nossa existência: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” Este é o cerne da nossa esperança, a garantia de que a morte não tem a última palavra sobre os que estão em Cristo Jesus.
Nestes versículos preciosos, Paulo nos apresenta a Cristo como as “primícias” daqueles que dormem. No contexto bíblico, as primícias eram a primeira e a melhor parte da colheita, oferecida a Deus como um penhor, uma garantia de que uma colheita muito maior estava por vir. Da mesma forma, a ressurreição de Jesus não foi um evento isolado, mas a garantia divina de que todos os que n’Ele creem e n’Ele permanecem ressuscitarão. Ele é o primeiro de uma vasta multidão, abrindo o caminho para a nossa própria gloriosa ressurreição. Glória a Deus por esta verdade! Ele venceu a morte, e porque Ele vive, nós também viveremos.
O apóstolo estabelece um contraste fundamental e universal: Adão e Cristo. Por um homem, Adão, o pecado entrou no mundo, e com o pecado, a morte se estendeu a todos os homens. Somos todos herdeiros da natureza caída de Adão e, por isso, a morte nos alcança. Contudo, bendito seja o nome do Senhor, por um Outro Homem, Jesus Cristo, veio a ressurreição dos mortos e a promessa da vida. Ele é o segundo Adão, o Homem perfeito que, sem pecado, ofereceu-se como sacrifício, desceu à sepultura e ao terceiro dia ressuscitou vitorioso, rompendo as cadeias da morte e do inferno. Assim como a morte é universal para os que estão em Adão, a vivificação é certa para todos os que estão e perseveram em Cristo. A nossa união com Ele pela fé é o que nos tira do domínio da morte para a esperança da vida eterna.
Amados, a ressurreição de Cristo não é apenas uma doutrina a ser crida, mas uma realidade que deve moldar cada aspecto da nossa vida. Ela nos dá uma esperança indestrutível em meio às tribulações deste mundo, lembrando-nos que nossa verdadeira pátria não é aqui, mas nas moradas celestiais que Ele foi preparar. Contudo, essa gloriosa esperança exige de nós uma resposta: a perseverança na fé e a vida de santidade. Como nos adverte Hebreus 12:14, “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. A certeza da nossa salvação é uma bênção maravilhosa, mas ela é para o crente vigilante, que se esforça para viver uma vida digna do Evangelho, fugindo do pecado deliberado que, conforme Hebreus 10:26-27, pode nos afastar da graça. Não tomemos levianamente essa grande salvação! Que a esperança da ressurreição nos impulsione a uma vida de fidelidade, vigilância e consagração ao nosso bendito Salvador.
Oremos: “Pai celeste, agradecemos-Te pela ressurreição vitoriosa de Jesus Cristo, nossa esperança viva. Ajuda-nos, Senhor, a vivermos em santidade e perseverança, com nossos olhos fixos nas promessas eternas. Que o Teu Espírito Santo nos fortaleça para que permaneçamos firmes em Cristo até o dia da nossa gloriosa ressurreição. Em nome de Jesus, amém!”
Fonte: Bíblia Online
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