Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do Senhor Jesus sejam com cada um de vós! Hoje, o Espírito Santo nos conduz a meditar sobre um pilar fundamental da nossa vida cristã e do ministério da Igreja: a oração intercessória. A Palavra de Deus, nossa bússola infalível, nos exorta em 1 Timóteo 2:1, dizendo: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens.” Este versículo não nos apresenta uma sugestão, mas uma admoestação, um chamado prioritário e urgente, contextualizando a oração como o fôlego da alma e a força motriz para o avanço do Reino de Deus em um mundo tão carente.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito, desmembra a prática da oração em quatro tipos distintos, mas interligados. As “deprecações” são nossos pedidos específicos e súplicas a Deus em momentos de necessidade. As “orações” referem-se à comunhão geral e adoração ao Pai. As “ações de graças” são a expressão de nosso reconhecimento e gratidão pelas Suas infinitas misericórdias. Mas o destaque, no contexto do nosso estudo, recai sobre as “intercessões”. Interceder significa colocar-se no lugar do outro, rogar, pleitear e intervir em favor de alguém diante de Deus. E a amplitude desta intercessão é extraordinária: “por todos os homens”. Isso inclui não apenas nossos irmãos na fé, mas também os que estão perdidos, os perseguidores e, como o versículo seguinte complementa, os que estão em eminência e autoridade.
Esta ordem de orar “por todos os homens” revela o coração de Deus, que anseia pela salvação de toda a humanidade. O versículo 4 do mesmo capítulo nos lembra que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”. Nossa intercessão, portanto, é um poderoso instrumento nas mãos do Senhor para mover céus e terra em favor daqueles que ainda não conhecem a Jesus. Ao orarmos por “reis e por todos os que estão em eminência”, buscamos que tenhamos uma vida “quieta e sossegada, em toda piedade e honestidade”, um ambiente propício para a pregação do Evangelho. É um ato de amor sacrificial, uma guerra espiritual travada de joelhos, que prepara o terreno para que a semente da Palavra de Deus germine e dê frutos.
Amados irmãos, a oração intercessória não é apenas um ato de amor ao próximo, mas também um pilar em nossa própria jornada de santificação e perseverança na fé. Ao nos colocarmos diante de Deus pelos outros, exercitamos a compaixão de Cristo e nos fortalecemos espiritualmente. Lembremos que a perseverança na oração e na santidade, conforme Hebreus 12:14 nos exorta, é a marca do verdadeiro crente, e a negligência de qualquer um desses preceitos pode abalar a nossa confiança e nos afastar do caminho estreito, levando à perda de nossa salvação, como adverte Hebreus 10:26-27. Continuemos firmes, vigilantes, orando sem cessar, para que possamos perseverar até o fim e herdar a vida eterna, pois somos peregrinos neste mundo, enfrentando aflições, mas com a esperança inabalável das moradas celestiais que Cristo nos preparou.
Oremos: Senhor, ensina-nos a interceder com fervor e amor. Desperta em nós o espírito de oração pelos que sofrem, pelos que governam e pelos que ainda não te conhecem. Que a nossa vida seja um clamor constante pela Tua vontade na Terra, em nome de Jesus. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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