Amados irmãos e irmãs em Cristo, a vida neste mundo é, muitas vezes, permeada por preocupações e ansiedades que tentam roubar a nossa paz. É nesse cenário que o nosso bondoso Salvador, Jesus Cristo, nos oferece uma verdade poderosa e consoladora, conforme registrada em Mateus 6:26: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?” Este versículo é um bálsamo para a alma, revelando o coração de um Deus que não apenas nos criou, mas que cuida de nós com uma diligência e um amor incomparáveis, se permanecermos fiéis à Sua vontade.
Nesse trecho do Sermão da Montanha, Jesus utiliza a criação como uma poderosa ilustração da providência divina. Ele nos convida a “olhar para as aves do céu”. Observem que elas não se preocupam com o futuro de forma paralisante. Elas não realizam as atividades agrícolas dos homens – semear, segar ou armazenar. Contudo, em sua simplicidade, são diariamente sustentadas. Quem provê para elas? “Vosso Pai celestial as alimenta.” Esta é uma verdade fundamental da soberania de Deus: Ele é o provedor universal, o sustentador de toda a vida. Se o Criador se ocupa em alimentar criaturas que, aos nossos olhos, são de valor menor, quão mais Ele se empenhará em cuidar de Seus filhos, criados à Sua imagem e comprados por um preço tão alto, o sangue de Jesus Cristo!
A essência da mensagem de Jesus é que o valor do ser humano para Deus é imensuravelmente maior do que o das aves. Nós somos “filhos” pelo novo nascimento em Cristo Jesus, batizados no Espírito Santo, e não meras criaturas. O cuidado de Deus por Seus filhos abrange não apenas as necessidades materiais básicas, mas também a nossa vida espiritual e eterna. Ele nos consola em meio às tribulações, nos guia pelo Espírito Santo, nos fortalece para a santidade e nos oferece a esperança inabalável das moradas celestiais. O apóstolo Paulo nos lembra que, embora “no mundo tereis aflições”, o Espírito Santo é nosso Consolador (João 16:33; João 14:16). Este cuidado divino, entretanto, não nos isenta de nossa responsabilidade. Ele é para aqueles que buscam “primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” (Mateus 6:33), que perseveram na fé e vivem em santidade, porque “sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). A promessa do cuidado de Deus é para o crente vigilante, que se esforça para agradar ao Pai e não para aquele que negligencia a sua vida cristã e se entrega ao pecado deliberado, pois tal atitude pode levar à perda da salvação e, consequentemente, desse cuidado especial de Filho.
Amados, a aplicação é clara: não devemos viver em ansiedade paralisante. Coloquemos nossa confiança plena no Pai celestial, que conhece as nossas necessidades e tem prazer em supri-las, segundo a Sua perfeita vontade. Isso não significa passividade, mas uma fé ativa que nos leva a trabalhar, orar e buscar a justiça de Deus, enquanto lançamos sobre Ele toda a nossa ansiedade. Lembremos que somos peregrinos neste mundo; nosso foco deve ser a eternidade. Que a certeza do cuidado de Deus nos inspire a uma vida de maior consagração, perseverança na fé e busca incessante pela santidade, pois é nessa caminhada que experimentamos a plenitude de Sua providência e nos mantemos firmes na esperança da vida eterna. Que a negligência ou o pecado deliberado jamais nos afastem desse amor e cuidado.
Oremos: “Amado Pai celestial, agradecemos pelo Teu sublime cuidado por nós, Teus filhos. Ajuda-nos a confiar plenamente em Ti em todas as circunstâncias, a buscar o Teu Reino em primeiro lugar e a perseverar na fé e na santidade. Capacita-nos, pelo Teu Espírito Santo, a viver uma vida que Te agrada, sempre vigilantes e cheios da esperança da Tua gloriosa vinda. Em nome de Jesus. Amém!”
Fonte: Bíblia Online
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