Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, é com grande alegria e esperança que abrimos a bendita Palavra de Deus para meditar sobre um tema que aquece a alma: “A Nova Jerusalém: Nossa Morada Eterna”. A Escritura Sagrada, em Apocalipse 21:3-4, nos presenteia com uma visão gloriosa de nosso futuro, afirmando: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” Esta passagem não é apenas uma imagem poética, mas a garantia divina de um lar celestial para todos os que perseverarem até o fim.
O apóstolo João, exilado na ilha de Patmos, recebe esta revelação do Senhor Jesus, um vislumbre do porvir, após as grandes tribulações e o milênio. Ele vê um “novo céu e uma nova terra”, o que não implica uma aniquilação completa da criação, mas uma renovação gloriosa e total, purificada de todo mal e pecado. E então, ele contempla a “Nova Jerusalém”, a cidade santa, que desce do céu, adornada como uma noiva para seu marido. A essência dessa visão é a plena realização da promessa divina: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens”. Isso significa a presença plena, íntima e ininterrupta de Deus habitando conosco, seus filhos e filhas. Não mais um tabernáculo terrestre, um templo feito por mãos humanas, mas o próprio Deus se fazendo presente em glória, restaurando a comunhão perfeita que foi perdida no Éden. Que verdade sublime, queridos! O Eterno e Soberano Deus, habitando para sempre conosco!
E qual será a realidade dessa morada eterna? O versículo 4 nos descreve o estado glorioso da Nova Jerusalém. Nosso Deus, com suas próprias mãos, “limpará de seus olhos toda lágrima”. Aquelas lágrimas derramadas pelas perdas, pelas dores, pelas frustrações, pelas injustiças deste mundo, serão enxutas pelo Consolador por excelência. E mais: “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor”. A morte, o último inimigo, será tragada na vitória. Não haverá mais o luto que corta a alma, nem os gritos de angústia, nem a dor física ou emocional que nos acompanha nesta jornada terrena. Tudo isso, irmãos, terá se tornado “coisas passadas”, memórias distantes de um tempo de exílio. Este mundo é de passagem, e nele teremos aflições, mas Cristo venceu o mundo, e nessa morada eterna, a vitória será plenamente manifestada.
A promessa da Nova Jerusalém é a âncora de nossa alma em meio às tempestades deste mundo. Ela nos consola em cada aflição e nos exorta à santidade e à perseverança. A certeza dessa morada eterna não é um salvo-conduto para o relaxamento espiritual, mas um incentivo para nos mantermos firmes, vigilantes e santos, aguardando a volta do Senhor e a nossa entrada na glória. Lembremo-nos sempre de Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” E a Palavra de Deus nos adverte em Hebreus 10:26-27 sobre o perigo de pecar deliberadamente após ter conhecido a verdade, podendo levar à perda dessa tão grande salvação. Que possamos, pois, viver como forasteiros e peregrinos neste chão, com os olhos fixos na Jerusalém celestial, a nossa verdadeira e eterna morada!
Oração: Pai celestial, somos gratos por esta bendita esperança que nos sustenta. Fortalece-nos, Senhor, para perseverarmos na fé e na santidade, para que, pela graça e misericórdia de Cristo, possamos herdar a Nova Jerusalém. Que nossos corações anseiem por esse dia e que nossa vida glorifique o Teu nome enquanto aguardamos a Tua vinda. Em nome de Jesus. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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