Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco. Hoje, o Espírito Santo nos conduz a uma profunda reflexão sobre uma realidade solene e inspiradora que aguarda cada crente: o Tribunal de Cristo. A Palavra de Deus nos adverte e nos encoraja em 2 Coríntios 5:10, dizendo: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.” Este versículo não é uma ameaça para os filhos de Deus, mas sim um poderoso lembrete da nossa responsabilidade e da fidelidade dAquele que nos chamou. É um convite à vigilância e à consagração, para que nossa passagem por este mundo seja marcada pela glória de Deus.
O apóstolo Paulo nos apresenta aqui a ideia do “Bema”, ou Tribunal de Cristo. É fundamental entender que este não é o juízo do Grande Trono Branco, onde os ímpios serão julgados pela condenação eterna. Não, irmãos! O Tribunal de Cristo é um momento exclusivo para os salvos pela graça, aqueles que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador. Nele, não se determinará nossa salvação – que já foi garantida pela obra de Cristo na cruz e recebida pela fé – mas sim a *qualidade* de nossas obras, a fidelidade de nossa mordomia e o impacto de nossa vida terrena no Reino de Deus. Serão avaliadas as ações que praticamos “por meio do corpo”, seja para o bem ou para o mal, conforme a perspectiva divina. É a prestação de contas do serviço prestado, da nossa caminhada de fé e da forma como administramos os talentos e oportunidades que Deus nos concedeu.
É aqui, amados irmãos, que nossa teologia da Assembleia de Deus se faz clara e se ergue como um farol de verdade: a certeza da salvação não é uma licença para a frouxidão espiritual, mas uma bênção inestimável para aquele que *persevera na fé e na santidade*. O Tribunal de Cristo não é para determinar se somos salvos, mas para avaliar como vivemos a nossa salvação. A Palavra nos exorta com toda clareza em Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” E se, porventura, alguém negligenciar a vida cristã, se entregar ao pecado deliberado depois de ter recebido o conhecimento da verdade, a Escritura adverte sobre a terrível possibilidade da *perda dessa salvação*, conforme Hebreus 10:26-27. Portanto, o que será provado no Tribunal de Cristo são as obras que testificam de uma fé genuína, de uma vida de consagração e de uma caminhada perseverante. Não buscamos recompensas materiais, pois somos forasteiros neste mundo de aflições, mas sim as coroas de glória e justiça que nos aguardam nas moradas celestiais.
Que a realidade do Tribunal de Cristo nos motive a viver cada dia com intencionalidade, santidade e serviço. Que o Espírito Santo nos capacite a usar nossos dons, a pregar o evangelho, a amar nossos irmãos e a perseverar nas provações, sempre com os olhos fixos em Jesus. Que não sejamos encontrados com vergonha, mas com alegria, entregando ao Senhor um serviço digno de Seu nome. Lembremo-nos: “no mundo tereis aflições”, mas Cristo venceu o mundo! Que Ele nos ajude a vencer também, e a viver de tal modo que, ao comparecermos diante dEle, ouçamos: “Bem está, servo bom e fiel.”
Oremos: “Senhor Deus, somos gratos pela Tua salvação e pela esperança da Tua vinda. Ajuda-nos a viver cada dia com santidade e fidelidade, cientes do Tribunal de Cristo. Capacita-nos, pelo Teu Espírito, a edificar com obras que permaneçam, para a Tua glória. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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