Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco! O tema para nossa reflexão de hoje é de suma importância para a caminhada cristã: o Discernimento Espiritual. Nossa base está na poderosa Palavra de Deus, em **1 Coríntios 2:14-16**, onde o apóstolo Paulo nos revela uma verdade fundamental: a capacidade de compreender as coisas de Deus não reside na sabedoria humana, mas é um dom concedido àqueles que possuem o Espírito Santo. Sem Ele, as verdades celestiais permanecem incompreensíveis, parecendo até loucura para o mundo, mas para nós, crentes em Cristo, é dado o privilégio de ter a mente do Senhor.
Paulo inicia nos versículos 14 contrastando o “homem natural” com as “coisas do Espírito de Deus”. O homem natural é aquele que não foi regenerado pelo Espírito Santo, que vive de acordo com suas próprias capacidades intelectuais e impulsos carnais. Para ele, as profundas verdades da cruz, da redenção, da santidade e da esperança eterna são verdadeiramente “loucura”. Não é uma questão de falta de inteligência, mas de uma incapacidade espiritual inerente. Ele não pode entender essas verdades porque elas “se discernem espiritualmente”. Isso nos lembra que a nossa fé não é baseada em argumentos filosóficos ou lógica puramente humana, mas na revelação divina que só o Espírito de Deus pode tornar inteligível. Para nós, pentecostais, que cremos na operação contínua do Espírito Santo e no batismo que nos capacita para a obra e nos concede dons, essa verdade ressoa profundamente, pois o Espírito nos abre o entendimento para a Palavra e a vontade de Deus.
Em contrapartida, o versículo 15 apresenta “o que é espiritual”. Não é alguém sem falhas, mas aquele que tem o Espírito de Deus habitando em si e se submete à Sua direção. Este homem, ou mulher, “discernirá bem tudo”. Que promessa gloriosa! Significa que o crente, guiado pelo Espírito, tem a capacidade de julgar, avaliar e compreender não apenas as Escrituras, mas também as circunstâncias da vida, as intenções, as decisões, sob a ótica divina. E o ápice vem no versículo 16: “Mas nós temos a mente de Cristo”. Ah, que privilégio inestimável! Ter a mente de Cristo é ter acesso à Sua sabedoria, à Sua perspectiva, à Sua maneira de pensar e de ver o mundo. Isso nos capacita a andar em santidade, a fazer escolhas que glorifiquem a Deus e a testemunhar com poder. Não buscamos este discernimento para acumular riquezas terrenas ou para uma vida sem desafios, pois sabemos que “no mundo tereis aflições”; mas o buscamos para viver de forma que agrade ao Senhor e para que nossa esperança esteja firmada nas moradas celestiais.
Amados, o discernimento espiritual é vital para nossa jornada de fé. Para cultivá-lo e mantê-lo, precisamos de uma vida constante de oração fervorosa, meditação diária na Palavra Sagrada (a nossa inerrante Bíblia ARC) e busca incessante pela santificação. Lembrem-se, irmãos, que a certeza da salvação é uma bênção maravilhosa que acompanha aquele que **persevera na fé e na santidade**, como nos exorta Hebreus 12:14. O discernimento nos ajuda a identificar as astutas ciladas do inimigo e a nos afastar do pecado. Que não venhamos a negligenciar a vida cristã e cair em pecado deliberado, pois a Palavra adverte em Hebreus 10:26-27 que isso pode levar à perda da salvação. Que o Espírito Santo nos capacite a manter a mente de Cristo, vigilantes, em santidade e perseverança, até o dia em que o veremos face a face.
*Oremos:* Pai celestial, somos gratos pelo privilégio de ter a Tua Palavra e o Teu Santo Espírito em nós. Concede-nos, Senhor, um coração vigilante e um espírito discernidor, para que possamos compreender a Tua vontade e andar em santidade. Ajuda-nos a perseverar na fé, a resistir ao pecado e a manter a mente de Cristo, firmes na esperança da Tua gloriosa vinda. Em nome de Jesus. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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