Amados irmãos e irmãs em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam abundantes em vossas vidas! É com grande alegria que, sob a direção do Espírito Santo, meditamos hoje sobre um tema de vital importância para a Igreja do Senhor: os dons espirituais, sua atualidade e seu propósito. Nossa bússola para esta reflexão será a inerrante Palavra de Deus, encontrada em 1 Coríntios 12:7, que nos declara: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” Este versículo, meus irmãos, é a chave para compreendermos que os dons não são para exibição ou glória pessoal, mas sim ferramentas divinas com um propósito sublime: a edificação do corpo de Cristo.
O apóstolo Paulo, escrevendo à igreja em Corinto, abordava uma comunidade vibrante, porém, com alguns desafios na compreensão e no uso correto das operações do Espírito. Eles eram ricos em dons, mas precisavam de instrução para discernir seu verdadeiro propósito. Quando a Bíblia fala de “a manifestação do Espírito”, ela se refere às maneiras visíveis e perceptíveis pelas quais o Espírito Santo opera através dos crentes, não como uma possessão, mas como uma capacitação sobrenatural. Essas manifestações são diversas, conforme os versículos anteriores do capítulo indicam, mas todas procedem do mesmo e único Espírito de Deus. A beleza dessa verdade é que “é dada a cada um”, o que significa que nenhum crente está excluído da possibilidade de ser um canal para o fluir do Espírito, de acordo com a soberana vontade de Deus e a busca sincera por uma vida cheia do Espírito.
Mas, irmãos, a essência do versículo reside na sua finalidade: “para o que for útil”. A palavra grega para “útil” (sympheron) denota aquilo que é vantajoso, proveitoso, que contribui para o bem comum. Em outras palavras, os dons não são meros adornos espirituais para satisfazer a vaidade ou promover indivíduos; eles são concedidos para a edificação, o fortalecimento, o consolo e a exortação da Igreja. Os dons são para que o corpo de Cristo cresça em santidade, em conhecimento e no poder de Deus, sendo relevantes hoje como foram na Igreja Primitiva. Eles nos capacitam a servir uns aos outros, a evangelizar os perdidos e a combater as hostes espirituais da maldade. No entanto, é imperativo lembrar que a manifestação de um dom não é um salvo-conduto automático para a glória eterna, nem um atestado de plena maturidade espiritual. Os dons são instrumentos nas mãos de crentes que *perseveram* na fé, buscam a santidade, e guardam seus corações da soberba e do pecado deliberado, pois o caminho para a salvação final exige vigilância constante e uma vida dedicada a Cristo, conforme Hebreus 12:14 nos adverte, lembrando que a negligência espiritual pode nos afastar da esperança celestial (Hebreus 10:26-27).
Portanto, irmãos, busquemos com fervor os dons espirituais, mas com a motivação correta: para que a Igreja seja edificada e o nome do Senhor Jesus seja glorificado. Que cada manifestação do Espírito em nós contribua para o avanço do Reino de Deus e para o consolo daqueles que estão aflitos neste mundo de passagem. Lembrem-se que, acima de todos os dons, está o amor, o vínculo da perfeição (1 Co 13). Que o desejo de usar os dons para o bem comum nos leve a uma vida mais profunda de consagração e amor a Deus e ao próximo, sempre perseverando na fé e na santidade, sabendo que nossa recompensa está reservada nas moradas celestiais, para aqueles que permanecerem fiéis até o fim.
Oremos: “Amado Pai celestial, agradecemos pelo Teu Espírito Santo e pelos dons que Ele concede à Tua Igreja. Ajuda-nos a buscar e a usar esses dons com sabedoria, discernimento e amor, sempre para a edificação do Teu povo e para a glória do Teu nome. Que a nossa vida seja um testemunho de perseverança na fé e santidade, preparando-nos para o Teu glorioso retorno. Em nome de Jesus, amém!”
Fonte: Bíblia Online
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