Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco. É com alegria no Espírito Santo que hoje vamos meditar num tema que, embora por vezes desafiador, é profundamente revelador do amor de Deus por nós: a Sua disciplina. A Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés, nos guiará em Hebreus, capítulo 12, versículos 7 e 8, onde lemos na Almeida Revista e Corrigida (ARC): “Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, então, sois bastardos e não filhos.” Este trecho nos convida a compreender que a correção do Senhor não é um castigo arbitrário, mas sim uma marca inconfundível da nossa verdadeira filiação divina e um instrumento essencial para o nosso crescimento espiritual.
Ao examinarmos este texto inspirado, percebemos que a palavra grega para “disciplina” ou “correção” é *paideia*, que vai muito além de uma simples punição. Ela abrange a educação, o treinamento e a formação de um filho. Pensem em um pai amoroso que, vendo seu filho errar, o corrige não por ira, mas para ensinar, para moldar seu caráter e para direcioná-lo ao caminho certo. Assim age o nosso Pai celestial. As provações, as adversidades, a convicção do Espírito Santo que nos aponta o pecado, e até mesmo as consequências de nossas próprias escolhas erradas, podem ser canais da *paideia* divina. Se suportamos essa correção com humildade e arrependimento, a Palavra declara que Deus nos trata como Seus filhos legítimos. Isso é uma bênção, pois somos forjados para nos assemelhar a Cristo, crescendo em santidade e fé.
E aqui, irmãos, reside uma verdade solene e de grande peso doutrinário, especialmente para nós da Assembleia de Deus. O autor de Hebreus nos adverte: “Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, então, sois bastardos e não filhos.” Que declaração forte! Isso não significa que Deus não ame a todos, mas aponta para uma distinção crucial: os verdadeiros filhos, aqueles que realmente nasceram de novo e foram selados pelo Espírito Santo, *serão* disciplinados por Deus. A ausência de disciplina, a indiferença ao pecado, a falta de convicção e o caminhar em desobediência contínua, sem qualquer repreensão interior ou exterior do Senhor, levanta uma séria questão sobre a autenticidade da nossa filiação. A certeza da salvação, queridos, é para aqueles que perseveram na fé e na santidade (Hebreus 12:14). Aqueles que, negligenciando a vida cristã e praticando o pecado deliberadamente, rejeitam a correção divina, correm o terrível risco de comprovar que não eram verdadeiros filhos de Deus, e assim, podem perder a salvação (Hebreus 10:26-27). A disciplina é, portanto, um selo do amor de Deus, que nos admoesta e nos capacita a permanecer firmes em Cristo.
Diante de tudo isso, qual deve ser a nossa postura? Não desprezar a correção do Senhor, nem desfalecer quando por ela formos repreendidos. Pelo contrário, devemos aceitar a disciplina divina como uma prova de amor, um convite à santidade e um caminho para o nosso crescimento. Lembremos que o crente está de passagem neste mundo e que “no mundo tereis aflições”, mas Cristo venceu o mundo! Que possamos nos submeter ao Pai dos espíritos e viver, crescendo em santidade e na esperança das moradas celestiais, sabendo que Ele nos aperfeiçoa para a Sua glória.
Oremos: “Amado Pai celestial, agradecemos pela Tua santa e perfeita Palavra. Ajuda-nos a compreender e a aceitar a Tua disciplina como um sinal do Teu amor. Dá-nos força para perseverar na fé e na santidade, para que sejamos verdadeiramente reconhecidos como Teus filhos e permaneçamos firmes em Ti até a vinda do Senhor Jesus. Amém!”
Fonte: Bíblia Online
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