Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Graça e Paz sejam convosco! É com grande alegria no Espírito que mais uma vez nos achegamos à Palavra de Deus, essa fonte inesgotável de sabedoria e vida. Hoje, o nosso coração é exortado a meditar sobre um tema de suma importância para nossa caminhada cristã: a disciplina do Senhor e nosso crescimento espiritual. Para isso, fixamos nossos olhos no livro de Hebreus, capítulo 12, versículo 6, que declara: “Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” Que revelação tremenda! A Palavra nos mostra que a disciplina divina não é sinal de rejeição, mas a mais clara evidência do amor de Deus por nós, Seus filhos legítimos, visando nosso amadurecimento e santificação.
O contexto em que o autor de Hebreus escreve nos lembra que, como crentes, somos chamados a perseverar na fé, fixando nossos olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. As aflições e provações que enfrentamos neste mundo, e que muitas vezes interpretamos como castigo, são na verdade a disciplina amorosa do Pai. A palavra grega para “corrige” é *paideuo*, que vai muito além de um simples castigo. Ela engloba a ideia de educação, treinamento, instrução, correção e disciplina, assim como um pai terreno educa seu filho. E o termo “açoita”, embora forte, reforça a seriedade dessa correção, necessária para nos desviar de caminhos errados e nos alinhar à vontade perfeita de Deus. Se Ele nos disciplina, é porque somos Seus filhos; um filho ilegítimo não seria alvo de tal cuidado e zelo paternal.
A teologia da Assembleia de Deus nos ensina que o propósito final da disciplina de Deus é a nossa santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14). Quando o Senhor nos corrige, Ele não está buscando nossa destruição, mas nossa edificação e conformidade à imagem de Cristo. O Espírito Santo, que habita em nós, nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e muitas vezes essa convicção vem acompanhada de uma disciplina divina, seja através de uma enfermidade, uma adversidade ou uma repreensão direta da Palavra de Deus. É fundamental que aceitemos essa disciplina com humildade e temor, respondendo com arrependimento e obediência, pois aqueles que rejeitam a correção divina endurecem o coração. A certeza da salvação não é uma licença para o descaso, mas um incentivo à perseverança. Se negligenciarmos a disciplina do Pai, se nos entregarmos ao pecado deliberado, corremos o grave risco de nos afastarmos da graça salvadora, conforme nos alerta o mesmo livro de Hebreus (10:26-27), resultando na perda da vida eterna. Por isso, irmãos, sejamos vigilantes e tenhamos a santidade como nosso alvo diário.
Que possamos, então, acolher a disciplina do Senhor, entendendo que cada provação, cada repreensão do Espírito, é uma oportunidade para crescermos em fé e santidade. Não desdenhemos das Suas correções, mas usemo-las para nos aproximarmos mais d’Ele e nos tornarmos participantes da Sua santidade. Lembremo-nos que estamos de passagem neste mundo, e as aflições vêm, mas elas nos preparam para as moradas celestiais que Jesus nos prometeu. Que o nosso coração seja ensinável e nosso espírito, submisso à doce e firme mão do nosso Pai.
Oremos: “Amado Pai, agradecemos pela Tua disciplina amorosa, que nos prova e nos molda. Dá-nos um coração sensível para aceitar Tua correção, forças para perseverar na fé e na santidade, e a graça de crescer à imagem de Teu Filho Jesus, até o dia glorioso de Sua volta. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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