Amados irmãos e irmãs em Cristo, a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco! Hoje, nosso coração será edificado e exortado pela Palavra de Deus sobre um tema vital para nossa jornada de fé: “A Disciplina Cristã e o Crescimento Espiritual”. Voltaremos nossos olhos para o livro de Hebreus, capítulo 12, dos versículos 7 a 11, onde o Espírito Santo nos revela a profunda verdade sobre o amor disciplinador de Deus. O Senhor nos trata como filhos, e cada provação, cada correção, é um testemunho de Seu cuidado paternal, visando a nossa santificação e o nosso crescimento rumo à maturidade em Cristo. É um convite para compreendermos que a mão que nos corrige é a mesma mão que nos sustenta e nos ama.
O apóstolo, ou autor inspirado, inicia esta porção, nos versículos 7 e 8, desafiando nossa percepção sobre a correção divina: “Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, então, sois bastardos e não filhos.” Esta é uma verdade contundente, meus irmãos! A ausência de disciplina no crente não é um sinal de liberdade, mas sim de abandono espiritual. Assim como um pai terreno que ama seu filho o corrige para seu bem, nosso Pai Celestial, em Seu infinito amor e sabedoria, nos disciplina. Não é por desprezo ou por nos querer mal, mas por nos amar demais para nos deixar perecer em nossos erros e desvios. A correção é a prova irrefutável de nossa filiação divina, um selo do amor de Deus que nos chama à Sua semelhança.
Prosseguindo, nos versículos 9 a 11, o texto aprofunda essa comparação: “Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça para aqueles que por ela são exercitados.” Aqui está a diferença crucial: a disciplina de Deus tem um propósito eterno e sublime. Enquanto pais terrenos podem falhar ou corrigir por motivos imperfeitos, o Pai dos espíritos nos disciplina para nosso *proveito*, para que sejamos *participantes da Sua santidade*. Irmãos, a santidade não é uma opção, mas uma exigência para ver o Senhor (Hebreus 12:14). A disciplina de Deus é o meio pelo qual Ele nos molda, nos poda, nos aperfeiçoa, retirando de nós tudo aquilo que impede nosso crescimento espiritual e nos afasta do Seu propósito. Reconhecemos que a disciplina pode ser dolorosa e trazer tristeza no momento, mas seu fruto é um fruto pacífico de justiça. É através dela que somos exercitados na fé, perseverando em santidade, pois sabemos que negligenciar a vida cristã e persistir no pecado deliberado pode levar à perda dessa salvação tão preciosa (Hebreus 10:26-27). A certeza da salvação é para aqueles que, exercitados pela disciplina, perseveram na fé e na santidade até o fim.
Portanto, irmãos, diante da disciplina do Senhor, não desanimemos, nem a tenhamos em pouca conta. Antes, sujeitemo-nos ao Pai dos espíritos, reconhecendo em cada provação e correção uma manifestação de Seu amor. Que nosso foco não esteja nas bênçãos materiais deste mundo passageiro, mas no tesouro imperecível da santidade e na esperança das moradas celestiais. Que cada momento de tristeza temporária se transforme em um degrau para o nosso crescimento espiritual, produzindo em nós o fruto da justiça. Permaneçamos vigilantes, perseverando na fé e na obediência, para que possamos cumprir o propósito de Deus em nossas vidas e alcançar a coroa da vida.
Oremos: “Amado Pai celestial, agradecemos pela Tua palavra que nos ensina e corrige. Ajuda-nos a discernir Tua mão amorosa em cada disciplina, a nos submeter à Tua vontade e a perseverar no caminho da santidade. Que o fruto da justiça seja evidente em nós, para a glória do Teu nome. Em nome de Jesus, amém!”
Fonte: Bíblia Online
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