Irmãos amados em Cristo, é uma alegria imensa poder compartilhar da bendita Palavra de Deus convosco nesta hora. Nosso tema de hoje, a oração como comunhão com Deus, é um pilar fundamental da vida cristã, especialmente nestes tempos desafiadores. Voltaremos nossos olhos para a carta de Paulo aos Filipenses, no capítulo 4, versículos 6 e 7, onde o apóstolo nos exorta a não nos inquietarmos por coisa alguma, mas a apresentar nossas petições a Deus com ação de graças, prometendo-nos uma paz que transcende todo o entendimento humano. Esta passagem é um bálsamo para a alma ansiosa e um convite vibrante à intimidade com o nosso Pai celestial.
Observemos primeiramente o imperativo inicial do apóstolo: “Não estejais inquietos por coisa alguma”. Em um mundo repleto de pressões, incertezas e adversidades, a ansiedade é um laço traiçoeiro que tenta roubar nossa fé e nossa alegria. Contudo, Paulo nos aponta para a solução divina: “antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Aqui, a oração não é apenas um pedido formal, mas uma abertura sincera do coração a Deus. Oração é a comunhão do espírito humano com o Espírito Santo. A “súplica” denota uma petição fervorosa e persistente, enquanto a “ação de graças” é a evidência de uma fé madura, que reconhece a soberania de Deus e agradece não apenas pelo que Ele faz, mas por quem Ele é, mesmo antes de receber a resposta. Esta atitude de gratidão é um selo da fé pentecostal genuína, que louva a Deus em todo tempo.
E qual é o resultado dessa comunhão sincera e grata? O versículo 7 nos revela: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” A paz aqui não é a ausência de problemas, pois o Senhor mesmo disse que “no mundo tereis aflições” (João 16:33). Esta é a *paz de Deus*, uma quietude sobrenatural que se instala na alma, que transcende a lógica humana e as circunstâncias externas. Ela “guardará” nossos corações e mentes, como um sentinela fiel protegendo a fortaleza, impedindo que a ansiedade e o desespero se instalem. Esta paz é concedida “em Cristo Jesus”, o que significa que ela é fruto de nossa união e permanência n’Ele. Amados, a certeza da salvação e a experiência desta paz divina são bênçãos maravilhosas, sim! Mas elas são promessas e realidades para o crente que persevera firmemente na fé, na vigilância constante e na santidade de vida (Hebreus 12:14). Aqueles que se mantêm em comunhão com Deus, rejeitando o pecado deliberado e a negligência espiritual, desfrutam dessa paz.
Portanto, irmãos, não permitamos que as preocupações deste mundo passageiro nos roubem a paz. A nossa jornada aqui é breve, e a nossa pátria celestial nos aguarda. Lancemos sobre o Senhor toda a nossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de nós. Que a oração seja o nosso fôlego, a nossa constante comunhão com o Pai, buscando santidade e perseverança, pois é através dessa fidelidade contínua que mantemos nossa fé acesa e nossa esperança firme. Que a paz de Deus que excede todo o entendimento guarde os nossos corações e sentimentos, para que permaneçamos irrepreensíveis até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Oremos: Pai celestial, somos gratos por Teu amor e pela oportunidade de nos achegarmos a Ti em oração. Guarda nossos corações e mentes com a Tua paz que excede todo o entendimento. Ajuda-nos a perseverar na fé e na santidade, para que, firmes em Cristo Jesus, possamos aguardar Tua bendita volta. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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