Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus estejam convosco! Hoje, nosso coração é impulsionado a refletir sobre um dos pilares da fé cristã e um modelo incomparável para nossa jornada: a humildade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O apóstolo Paulo, por inspiração divina, nos convoca em Filipenses 2:5-8, a ter em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Este trecho não é apenas uma descrição teológica, mas um convite vibrante à conformidade com a imagem do Mestre, fundamental para nossa salvação e santificação.
Meus irmãos, a profundidade desta passagem reside na revelação da “kênosis” de Cristo – seu esvaziamento. A exortação inicial, “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, nos mostra que a vida cristã não é apenas uma questão de crer, mas de viver, de ter uma atitude interior que espelhe a de Cristo. Embora possuísse a plenitude da natureza e glória divina (“sendo em forma de Deus”), Jesus não se apegou a essa igualdade como um privilégio a ser retido ou explorado egoisticamente. Pelo contrário, Ele voluntariamente “esvaziou-se a si mesmo”. É vital entender que este esvaziamento não significou abrir mão de Sua divindade, mas sim da *manifestação externa* de Sua glória e dos privilégios inerentes à Sua posição divina, a fim de assumir a forma humana. Ele tomou a forma de *doulos*, um servo, um escravo, uma posição de total dependência e submissão, tornando-se plenamente homem e experimentando nossas limitações e dores.
Essa humildade de Cristo é a pedra angular de nossa redenção e o mais elevado padrão para nossa caminhada de santidade. Nosso Senhor não apenas tomou a forma de homem, mas prosseguiu no caminho da humilhação, sendo “obediente até à morte e morte de cruz”. A cruz era o símbolo máximo da vergonha, do sofrimento e da maldição, reservada aos criminosos mais vis e aos escravos. Cristo, o Bendito e Eterno, submeteu-se a tal ignomínia por amor a nós, demonstrando a perfeita obediência ao Pai. Esta é a essência do evangelho pentecostal que proclamamos: um Salvador que se humilhou para nos exaltar. Sua obediência total, culminando no sacrifício vicário, é a única provisão para a remissão de nossos pecados. E a Sua ressurreição, que se segue a esta humilhação (Filipenses 2:9-11), é a confirmação de Sua vitória e a garantia de nossa própria ressurreição e vida eterna, *se perseverarmos n’Ele e em Sua Palavra*. Esta humildade de Cristo não é sinal de fraqueza, mas sim a manifestação do maior poder e do amor incondicional que nos oferece a salvação.
Amados irmãos, se Cristo, sendo Deus, humilhou-se tão profundamente, como podemos nós, meros mortais e herdeiros de Sua graça, permitir que o orgulho ou a altivez dominem nossos corações? Que possamos aplicar este ensinamento em nosso cotidiano, servindo uns aos outros com um espírito de humildade e amor, buscando incessantemente a santidade em todas as áreas de nossa vida, afastando-nos do pecado deliberado que nos afasta da comunhão com Deus. Lembremo-nos sempre, como nos alerta a Palavra, que a certeza da salvação é uma bênção para aqueles que perseveram na fé, na obediência e na busca constante da santificação, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Estamos de passagem neste mundo, e certamente “no mundo tereis aflições”, mas a humildade e a obediência de Cristo nos capacitam a vencê-las e a manter nossa esperança nas moradas celestiais. Que o Espírito Santo nos console, nos fortaleça e nos capacite a seguir os passos de nosso glorioso Mestre, vivendo uma vida que glorifique o Seu nome e nos prepare para Sua iminente volta.
Oremos: Pai amado, somos gratos pelo inestimável exemplo de humildade e obediência de Cristo Jesus, nosso Salvador. Ajuda-nos a ter o mesmo sentimento d’Ele, a servir com amor abnegado e a perseverar na fé e na santidade até o fim de nossos dias. Guarda-nos do orgulho e do pecado, para que não venhamos a negligenciar a grande salvação que nos concedeste. Em nome de Jesus, Amém!
Fonte: Bíblia Online
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