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Conhecendo o Poder da Ressurreição: Em Busca da Perfeição em Cristo

Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo sejam convosco. Nosso coração se regozija em meditar na gloriosa Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Hoje, nosso tema é “O Poder da Ressurreição de Cristo”, e a Escritura nos convida a mergulhar profundamente em Filipenses 3:10 (ARC), que declara: “Para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte.” Este versículo não é apenas uma declaração teológica; é o brado de um apóstolo, Paulo, que anseia por uma experiência íntima e transformadora com o Cristo ressurreto, uma busca pela perfeição que deve ser também o desejo de cada um de nós.

O apóstolo Paulo, ao escrever aos filipenses, revela o desejo mais profundo de sua alma. Ele já havia contado todas as suas conquistas, privilégios e justiças próprias como “esterco” para ganhar a Cristo (Filipenses 3:7-8). Seu foco estava em “conhecê-lo”. Este conhecimento não é meramente intelectual ou teórico, mas uma experiência viva e contínua, uma intimidade crescente com o Senhor Jesus. E, parte desse conhecimento é experimentar “a virtude da sua ressurreição”. A palavra “virtude” aqui, na língua grega, é *dynamis*, de onde tiramos nossa palavra “dinamite”, significando poder, força, energia eficaz. É o mesmo poder que ressuscitou a Cristo dentre os mortos, e esse poder, irmãos, está disponível para nós! Ele nos capacita a viver uma nova vida, a vencer o pecado, a experimentar a santificação e a crescer em graça, pois o Espírito Santo que habita em nós é quem nos dá essa *dynamis*. É um poder que nos tira da sepultura do pecado e nos eleva a uma nova dimensão espiritual.

Contudo, este caminho de poder e conhecimento não é desprovido de desafios. Paulo continua, dizendo que deseja experimentar “a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte”. Aqui, o pregador pentecostal nos lembra de uma verdade inegável: a vida cristã autêntica não promete um mar de rosas, nem isenção de sofrimentos. Pelo contrário, o Senhor Jesus afirmou: “no mundo tereis aflições” (João 16:33). Participar das aflições de Cristo significa identificar-se com Ele em Seu sacrifício, em Sua renúncia, em Seu serviço, e até mesmo em Sua perseguição. Significa morrer diariamente para o “velho homem”, para a carne, para os desejos mundanos e para o pecado, conforme a Sua morte na cruz. É um processo contínuo de santificação e entrega total, onde a nossa vontade se alinha com a de Cristo, e somos moldados à Sua imagem gloriosa. Esta é a caminhada que nos prepara para a eternidade.

Portanto, amados, que o nosso anseio seja como o de Paulo: conhecer a Cristo em toda a plenitude do Seu poder ressurreto e na comunhão de Seus sofrimentos. Que esse poder nos impulsione à santidade, à perseverança na fé e à vigilância, pois a certeza da salvação é para aqueles que, fortalecidos por essa virtude divina, mantêm-se firmes no caminho da retidão (Hebreus 12:14). Não podemos negligenciar a vida cristã nem ceder ao pecado deliberado, pois isso pode nos afastar da promessa da salvação eterna (Hebreus 10:26-27). Sigamos em frente, pois somos peregrinos neste mundo, e nossa esperança está nas moradas celestiais, aguardando a gloriosa volta do nosso Senhor.
Oremos: “Pai celestial, em nome de Jesus, clamamos que nos reveles mais do poder da ressurreição de Cristo em nossas vidas. Capacita-nos, Senhor, a morrer diariamente para o eu e a viver para Ti em santidade e perseverança. Fortalece-nos para enfrentar as aflições deste mundo, mantendo nossos olhos fixos em Jesus e na bendita esperança da Tua vinda. Amém!”

Fonte: Bíblia Online