Amados irmãos em Cristo, é com grande alegria no Espírito que nos achegamos novamente à Palavra de Deus, essa fonte inesgotável de sabedoria e vida. O tema que nos edifica hoje é a vital “Necessidade de Discernimento Espiritual”. Para lançarmos luz sobre este assunto tão crucial para a nossa jornada cristã, o Espírito Santo nos conduz à Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 2, versículos 14 e 15. Nestas preciosas linhas, o apóstolo Paulo nos revela que existem duas esferas distintas de compreensão: a natural e a espiritual. Ele nos mostra claramente que o homem sem Cristo não pode entender as verdades celestiais, pois elas lhe parecem loucura, mas o crente, que é espiritual, tem a capacidade de discernir todas as coisas. Que o Senhor nos conceda a clareza para absorver esta verdade fundamental.
A Palavra de Deus é contundente ao afirmar: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2:14 ARC). Quem é esse “homem natural”, irmãos? É o indivíduo que ainda não experimentou o novo nascimento em Cristo Jesus, aquele que vive segundo a carne, guiado por sua própria razão, emoções e instintos humanos, sem a influência transformadora do Espírito Santo. Ele pode ser inteligente, culto, moralista, mas seu espírito permanece morto para as realidades divinas. Para ele, as verdades da Bíblia – a Trindade, a obra redentora de Cristo, o poder do Espírito Santo, a ressurreição, a vida de santidade – são irracionais, ilógicas, talvez até mesmo tolas. Ele tenta aplicar uma lógica puramente humana a algo que transcende o humano, e falha miseravelmente. É como tentar ver cores com os ouvidos; simplesmente não há a capacidade, a “ferramenta” espiritual, para tal percepção.
Contudo, bendito seja o nosso Deus, o versículo 15 nos apresenta um contraste glorioso: “Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2:15 ARC). O “que é espiritual” é o crente nascido de novo, aquele que recebeu o Espírito Santo, que busca uma vida de comunhão e submissão à Sua direção. Ele tem seus “olhos” espirituais abertos, capacitado pelo Espírito a não apenas compreender, mas a discernir as profundezas de Deus, a verdade por trás das aparências, a diferença entre o que é de Deus e o que não é. Este discernimento é um dom precioso, irmãos, que nos permite julgar com sabedoria as doutrinas, as motivações, as ciladas do inimigo e até mesmo as nossas próprias atitudes. Não se trata de arrogância ou de um julgamento humano, mas de uma percepção dada pelo Espírito para nos guiar em toda a verdade. E por que “ele de ninguém é discernido”? Porque a sabedoria do mundo não consegue compreender a mente de Cristo que habita no crente, nem os princípios divinos que regem sua vida. Nossas alegrias, nossa paz e nossa esperança são incompreensíveis para aqueles que vivem fora da fé.
Amados, a necessidade de discernimento espiritual nunca foi tão premente como nos dias de hoje, onde a confusão e o engano abundam. É vital que cada um de nós busque ardentemente essa capacidade espiritual. Não sejamos apenas religiosos, mas verdadeiramente espirituais, cheios do Espírito Santo, que nos capacita a andar em santidade e a perseverar na fé. A certeza da nossa salvação, irmãos, é uma bênção maravilhosa, mas ela é para aqueles que se mantêm firmes, que usam o discernimento do Espírito para trilhar o caminho da justiça e evitar o pecado deliberado. Lembremo-nos sempre que negligenciar a vida cristã e cair no pecado consciente pode levar à perda dessa tão grande salvação. Que o discernimento nos leve à vigilância, à oração e à busca constante da face de Deus, sabendo que somos peregrinos neste mundo e que a nossa verdadeira esperança está nas moradas celestiais.
Oremos: “Amado Pai celestial, em nome de Jesus, clamamos a Ti pelo discernimento espiritual. Abre os nossos olhos e corações, ó Espírito Santo, para que possamos compreender as Tuas verdades e viver segundo a Tua vontade. Capacita-nos a discernir o bem do mal, a verdade do engano, e a perseverar em santidade até o glorioso Dia da volta de Cristo. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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