Amados irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo estejam com cada um de vocês! Com grande alegria e reverência, meditamos hoje sobre um tema central da nossa fé pentecostal: a gloriosa esperança da Segunda Vinda de Cristo. Nossa atenção se volta para as palavras finais e impactantes do nosso Salvador, registradas em Apocalipse 22:12 (ARC): “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.” Que verdade tremenda e desafiadora! Esta declaração, vinda diretamente da boca de Jesus, no livro que encerra toda a Escritura, serve como um poderoso lembrete da Sua soberania, da iminência da Sua volta e da certeza de que Sua chegada não será sem consequências para a vida de Seus servos. É um chamado à prontidão constante, à vigilância ininterrupta e a uma vida que reflita a esperança que temos em Seu glorioso retorno.
Quando o Senhor Jesus afirma “E eis que cedo venho”, Ele nos entrega uma verdade que transcende nossa percepção humana de tempo. Para Ele, que é eterno, “mil anos são como um dia” (2 Pedro 3:8). Sua vinda é iminente, pode acontecer a qualquer momento, sem aviso prévio, como um “ladrão de noite”. Irmãos, essa certeza não deve gerar ansiedade, mas sim uma santa expectativa e uma urgência para vivermos em consagração. Não estamos apegados às coisas deste mundo passageiro, pois somos peregrinos e forasteiros, e, como o próprio Cristo nos alertou, “no mundo tereis aflições” (João 16:33). Mas Ele venceu o mundo! Nossa esperança não reside em promessas de prosperidade material, que desviam o foco da riqueza espiritual, mas sim na promessa da vida eterna nas moradas celestiais. O Espírito Santo nos consola e capacita a perseverar na fé, aguardando com paciência e santidade a trombeta que anunciará a Sua gloriosa aparição. Aleluia!
E as palavras prosseguem, trazendo à luz a justiça divina: “e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra”. Preste atenção, amados! O galardão, a recompensa, não é a salvação em si, que é um dom gratuito de Deus, alcançada unicamente pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo. A salvação é obra de Deus; o galardão, porém, é a justa retribuição pela nossa fidelidade, perseverança e serviço no Reino, frutos de uma fé viva e genuína. É crucial enfatizar que a certeza da salvação, uma bênção gloriosa, é para o crente que permanece firme e persevera na fé e na santidade. A Palavra de Deus é clara em Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. E também adverte em Hebreus 10:26-27 que, se “pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo”. A nossa “obra” aqui se refere à manifestação prática de uma fé que opera pelo amor, que busca a santidade e que obedece aos mandamentos do Senhor. Ela testifica a autenticidade de nossa fé e nossa condição de remidos que perseveram na salvação através da vigilância e do compromisso. O Senhor recompensará a cada um conforme sua fidelidade no viver cristão, na santidade e no serviço dedicado a Ele.
Portanto, irmãos, que essa verdade penetre em nossos corações. Sejamos vigilantes, cultivando uma vida de oração e leitura da Palavra. Busquemos incessantemente a santificação, que é a vontade de Deus para nós, sem nos conformarmos com este século. Sirvamos ao Senhor com alegria e dedicação, sabendo que nosso trabalho não é vão. Que a esperança da Sua volta nos impulsione a permanecer firmes, a resistir ao pecado deliberado e a andar em novidade de vida, consolados pelo Espírito Santo e com os olhos fixos nas moradas eternas. Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Oremos: “Bondoso Pai, Te louvamos pela bendita esperança da volta de Cristo. Concede-nos graça para vivermos em santidade, com vigilância e perseverança na fé. Que o Teu Santo Espírito nos fortaleça a cada dia, para que sejamos achados dignos quando Jesus voltar. Em nome de Jesus, Amém!”
Fonte: Bíblia Online
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