Amados irmãos em Cristo Jesus, é uma alegria imensa meditar na Palavra de Deus convosco hoje, sob o tema maravilhoso da Paternidade de Deus. Nosso versículo chave se encontra em Mateus, capítulo 6, versículo 9, uma parte da sublime oração que o Senhor Jesus nos ensinou. Ali, Ele nos instrui a orar, dizendo: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”. Que profundidade se encerra nesta simples, mas poderosa, declaração! Ela não apenas nos revela a natureza do nosso Deus, mas também estabelece a base da nossa relação com Ele: uma relação de filhos para com um Pai amoroso e soberano, que nos convida a uma intimidade profunda e reverente.
Ao nos ensinar a chamar a Deus de “Pai nosso”, Jesus revolucionou a maneira como Seus discípulos se relacionariam com o Criador. No Antigo Testamento, Deus era reverenciado como Senhor, Adonai, o Todo-Poderoso; mas a ideia de um relacionamento íntimo e pessoal, de filho para Pai, era menos explícita para o povo em geral. Contudo, em Cristo, somos adotados para sermos filhos de Deus (Gálatas 4:5-7), e essa adoção nos concede o privilégio de nos achegarmos a Ele com a confiança de um filho. A expressão “Pai nosso” denota não apenas uma relação pessoal e filial com o Criador, mas também uma dimensão comunitária, lembrando-nos de que somos parte de uma família espiritual, a Igreja, o Corpo de Cristo. Ele não é apenas “meu Pai”, mas “nosso Pai”, revelando a união e o amor fraterno que deve existir entre nós, os filhos de um mesmo Pai.
O restante do versículo, “que estás nos céus, santificado seja o teu nome”, nos lembra da majestade e da santidade desse Pai. Ele é Pai, sim, mas não um pai terreno limitado; Ele é o Pai celestial, transcendente, o Soberano do universo. Sua paternidade é perfeita, Seu amor é incondicional, mas Sua santidade é absoluta. Como filhos dEle, somos chamados a refletir essa santidade em nossas vidas. A santificação do Seu nome significa reconhecer e honrar Sua glória, Sua pureza e Seu poder em tudo o que somos e fazemos. Essa é uma exortação fundamental para nós, pentecostais, que cremos na vida de santidade como um caminho de consagração contínua e perseverança. Não podemos esquecer, amados, que embora Deus seja nosso Pai e nos ame, Ele é também o Justo Juiz, e a negligência de uma vida em santidade e a prática deliberada do pecado podem comprometer nossa posição como filhos amados, conforme nos alertam as Escrituras em Hebreus 12:14, que nos chama à “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”, e Hebreus 10:26-27, sobre a terrível expectativa de juízo para os que pecam deliberadamente. A certeza da salvação é uma bênção para aqueles que, com o auxílio e poder do Espírito Santo, perseveram em fé e santidade até o fim, vivendo vigilantes.
Amados irmãos, que esta verdade sobre a paternidade de Deus nos encha de gratidão e reverência. Que possamos nos achegar a Ele com ousadia, mas também com temor reverente, buscando viver de modo a santificar Seu nome em cada área de nossa existência. Que as aflições deste mundo não nos desviem do caminho, mas que a esperança nas moradas celestiais e o consolo do Espírito nos fortaleçam a perseverar na fé, vigilância e santidade. O mundo passa, com suas lutas e dores, mas a Palavra do nosso Pai permanece para sempre, nos garantindo a vitória em Cristo Jesus.
Oremos: “Bendito Pai celestial, Te agradecemos por nos teres adotado como filhos em Cristo Jesus. Ajuda-nos a viver dignamente dessa vocação, santificando o Teu nome em tudo e perseverando na fé e na santidade até o dia glorioso da vinda do Teu Filho. Amém.”
Fonte: Bíblia Online
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