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O Clamor dos Filhos Adotados: Graça, Intimidade e Perseverança

Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco! Hoje, o Espírito Santo nos conduz a uma das mais sublimes verdades da nossa fé: a adoção como filhos de Deus. Nosso versículo chave para este estudo está em Romanos 8:15, que nos diz: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” Este texto bendito nos revela a gloriosa transformação que acontece em cada vida que se entrega a Jesus, passando de uma condição de temor e escravidão para a doce e íntima relação de filiação divina, mas que nos impõe também a responsabilidade de viver à altura dessa chamada.

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito, faz um contraste profundo entre dois espíritos. O “espírito de escravidão” é aquele que nos prendia ao legalismo da Lei, ao fardo do pecado e à constante angústia do julgamento divino. Sob esse espírito, a vida era marcada pelo temor, pela distância de Deus e pela incapacidade de cumprir plenamente Seus mandamentos. Mas, bendito seja o nome do Senhor, nós não recebemos esse espírito! Pela obra redentora de Cristo e pelo poder do Espírito Santo, fomos trasladados para um novo tempo. Recebemos, sim, o “espírito de adoção de filhos”. Este é o próprio Espírito de Deus que habita em nós, confirmando nossa nova identidade e nos dando a audácia, a liberdade e a certeza de que somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. É Ele quem nos capacita a clamar com verdadeira intimidade: “Aba, Pai”, que significa “Paizinho”, expressando um amor, uma confiança e uma proximidade que superam toda barreira.

Todavia, irmãos, que essa gloriosa verdade da adoção não nos leve à negligência ou à presunção. A filiação divina não é uma licença para o pecado, mas um chamado à santidade. O Espírito de adoção que nos faz clamar “Aba, Pai” é também o Espírito que nos convence do pecado e nos guia em toda a verdade. A segurança da nossa salvação é uma bênção maravilhosa, mas ela é para aqueles que perseveram na fé e na santidade. Lembremo-nos sempre da advertência em Hebreus 12:14, que nos exorta a seguir “a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. E mais, a Palavra nos adverte em Hebreus 10:26-27 que, “se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de consumir os adversários”. Viver como filhos de Deus exige uma vida de vigilância, de renúncia ao mundo e à carne, de constante busca pela santidade e obediência à Palavra. Nossa herança celestial é certa para os que permanecerem fiéis até o fim.

Portanto, meus irmãos, celebremos a nossa adoção! Aleluia! Mas que essa celebração venha acompanhada de um firme propósito de viver de maneira digna dessa vocação. Que o Espírito de adoção nos impulse a buscar uma vida de santidade irrepreensível, a perseverar na fé, mesmo diante das aflições que o mundo nos oferece, pois nosso Mestre já nos avisou que “no mundo tereis aflições”, mas Ele venceu o mundo. Não busquemos as riquezas perecíveis deste mundo, mas o tesouro eterno que nos aguarda. Que o clamor “Aba, Pai” seja o testemunho de uma vida inteiramente dedicada a Ele, até a gloriosa volta do nosso Senhor.

Oremos: “Pai Amado, Aba, Pai, agradecemos pela grandiosa graça da adoção. Ajuda-nos, pelo Teu Espírito Santo, a viver como Teus filhos amados, em santidade, obediência e perseverança. Guarda-nos do pecado e fortalece-nos para permanecermos fiéis até o dia em que Te veremos face a face. Em nome de Jesus. Amém!”

Fonte: Bíblia Online