Amados irmãos em Cristo, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus sejam convosco. Hoje, o Espírito Santo nos conduzirá a uma reflexão profunda sobre um tema vital para cada crente: o combate espiritual contra as hostes da malignidade. Nosso texto-base para este estudo é a poderosa passagem de Efésios 6:10-18, onde o apóstolo Paulo nos exorta a nos fortalecer no Senhor e a vestir a completa armadura de Deus. Esta não é uma metáfora para uma vida tranquila, mas um claro chamado à vigilância e à preparação para a batalha que travamos diariamente contra as forças espirituais das trevas, para que possamos permanecer firmes até o fim.
Paulo inicia esta seção com uma conclamação: “Finalmente, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (v.10). Esta força não é nossa, mas emana do próprio Cristo. Ele logo revela a natureza do nosso verdadeiro inimigo: “Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (v.12). Percebam, irmãos, que nossa luta não é contra pessoas ou circunstâncias meramente humanas, mas contra uma inteligência maligna e organizada que busca nos desviar da fé, da santidade e do propósito divino. O diabo e seus demônios são reais, atuantes e astutos. Por isso, a necessidade urgente de “tomar toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (v.13). O “dia mau” virá para todos, e é a nossa preparação e dependência de Deus que determinará nossa permanência.
E qual é esta armadura que o Senhor nos provê? É um conjunto de virtudes espirituais e morais, fundamentadas na verdade divina. Temos o cinto da verdade, que nos mantém íntegros e firmes na Palavra de Deus; a couraça da justiça, que protege nosso coração com uma vida reta e de santidade, uma justiça que é de Cristo e que deve ser manifestada em nossas obras (Hebreus 12:14 nos lembra: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”). Os calçados da preparação do evangelho da paz nos dão firmeza e nos capacitam a proclamar as boas-novas. O escudo da fé é essencial para apagar todos os dardos inflamados do maligno – as dúvidas, as tentações, o desânimo. O capacete da salvação guarda nossa mente com a certeza da redenção e a esperança eterna, lembrando-nos sempre de quem somos em Cristo, mas também de que essa salvação é um tesouro a ser guardado com diligência. E a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, é a nossa arma ofensiva e defensiva, que devemos manejar com sabedoria. E, acima de tudo, a oração vigilante e perseverante “em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (v.18) é o oxigênio de nossa batalha.
Amados, a vida cristã é uma caminhada de fé e de guerra. Não podemos nos iludir com promessas de uma vida sem lutas ou apenas de bênçãos materiais; Cristo nos advertiu: “No mundo tereis aflições” (João 16:33). Nossa verdadeira riqueza está em Cristo e na esperança das moradas celestiais. O chamado hoje é para que cada um de nós se revista diariamente desta armadura, não de forma passiva, mas ativa. A certeza da salvação, irmãos, é uma bênção maravilhosa, mas ela é para aqueles que perseveram na fé e na santidade. Se negligenciarmos a vida cristã, se abraçarmos o pecado deliberadamente após conhecer a verdade, o aviso de Hebreus 10:26-27 é claro e solene: “Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, senão uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.” Por isso, vigiemos, oremos, santifiquemos e permaneçamos firmes, pois Cristo venceu o mundo, e Nele, também somos mais que vencedores. Que esta verdade nos console e nos exorte a lutar o bom combate até o fim.
Oremos:
Pai Celeste, agradecemos pela tua Palavra que nos exorta e capacita. Ajuda-nos a vestir diariamente a tua armadura, a perseverar na fé e na santidade, e a lutar o bom combate com a força do Teu Espírito. Que possamos ser achados irrepreensíveis na Tua vinda, para a glória do Teu nome. Amém.
Fonte: Bíblia Online
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